Ameaças a Felca: presos já sabiam de investigação e comentavam ação da polícia
Computadores apreendidos continham buscas sobre o youtuber e acesso a sistemas sigilosos; Justiça converteu flagrante em prisão preventiva
Foto: Reprodução/TV Globo
Os dois homens presos durante a investigação das ameaças contra o humorista e youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, já tinham conhecimento de que estavam sendo investigados e chegaram a comentar a atuação da polícia em conversas por aplicativos. A informação foi confirmada pelo delegado Guilherme Caselli, da Polícia Civil de São Paulo, responsável pelo caso.
Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, foi detido em Olinda por suspeita de enviar os e-mails com as ameaças, após a publicação do vídeo-denúncia “Adultização”, no qual Felca aborda exploração de crianças e adolescentes na internet. No momento da operação, a polícia também prendeu Paulo Vinicios Oliveira Barbosa, de 21 anos, flagrado acessando um sistema restrito da Secretaria de Defesa Social (SDS) em seu computador.
A Justiça de Pernambuco converteu as prisões em flagrante dos dois jovens em preventivas, considerando haver indícios de autoria e provas de materialidade dos crimes. Segundo as investigações, eles compravam credenciais para acessar sistemas de segurança pública e vendiam, em grupos de Telegram, informações sigilosas e até a promessa de bloquear contas bancárias de terceiros.
Além disso, Cayo é investigado por envolvimento em uma rede criminosa que vendia material de exploração sexual infantil. De acordo com a polícia, esse histórico pode ter motivado os e-mails enviados ao youtuber, que incluíam ameaças de morte e intimidações por Felca ter citado outros influenciadores ligados a casos de exploração de menores em vídeo.
Cayo Lucas e Paulo Vinicios passaram por audiência de custódia na última terça-feira, no Fórum de Olinda, e foram encaminhados ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.