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Pernambuco investiga três possíveis casos de intoxicação por metanol; duas pessoas morreram


Por: REDAÇÃO Portal

O terceiro paciente teve perda de visão bilateral. Todos os casos foram registrados no Agreste

30/09/2025
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O terceiro paciente teve perda de visão bilateral. Todos os casos foram registrados no Agreste

Foto: Reprodução/TV Globo

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) investiga três possíveis casos de intoxicação por metanol no estado. Todas as vítimas são do Agreste: dois homens do município de Lajedo e um de João Alfredo. Desses, dois morreram, enquanto que o terceiro paciente recebeu alta hospitalar, com perda de visão bilateral como sequela. Eles foram atendidos no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. 

Segundo comunicado emitido nesta terça-feira (30) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), a Apevisa foi notificada sobre os casos no fim da tarde. Apesar de não haver confirmação se a intoxicação está relacionada ao consumo de bebida alcoólica, a agência deu início à preparação de ações de fiscalização em distribuidoras para evitar a comercialização de produtos fraudados. Nas próximas horas, a SES-PE deve emitir orientações tanto para a população como para as vigilâncias sanitárias municipais. 

Até a última atualização desta reportagem, não há informações se os casos notificados em Pernambuco estão associados aos que já foram registrados em São Paulo, onde seis casos de intoxicação por metanol foram confirmados e ao menos outros 10 seguem sob investigação. 

Até esta terça-feira (30), cinco mortes associadas à intoxicação foram confirmadas em São Paulo. Já quanto aos óbitos com suspeita de intoxicação em Pernambuco, os corpos foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde são feitos exames para conclusão.

Sintomas

Os sintomas iniciais de intoxicação podem ser confundidos com os da ingestão de álcool comum — como náuseas, vômitos, dor abdominal e sonolência. Porém, entre 6h e 24h após o consumo, podem surgir sinais mais graves, como visão turva, fotofobia, cegueira, convulsões e até coma.

A Apevisa recomenda que os serviços de saúde notifiquem imediatamente todos os casos suspeitos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e ao Cievs/PE. Também orienta a busca ativa de pessoas que possam ter consumido bebidas da mesma origem, além da capacitação das equipes de saúde para o manejo clínico adequado, incluindo uso de antídotos específicos e hemodiálise nos casos graves.

Na área de vigilância sanitária, a orientação é intensificar a fiscalização em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, coletar amostras suspeitas para análise laboratorial, interditar preventivamente lotes e articular ações conjuntas com Procon, Ministério Público e forças de segurança.

Observe os sinais de adulteração

À população, a Apevisa reforça a importância de observar sinais que possam indicar adulteração: 

 

  • verificar se a bebida possui registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA);
  • rótulo completo;
  • lacre adequado;
  • além de comprar apenas em locais confiáveis.

Também é preciso redobrar a atenção com drinques prontos e evitar produtos sem procedência ou com preços muito abaixo do mercado.

Contatos

O Estado conta com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox-PE), que funciona 24 horas para orientar consumidores e profissionais de saúde, pelo número 0800 722 6001. Denúncias também podem ser feitas à Ouvidoria da SES-PE (136 / [email protected]), ao Procon-PE (0800 282 1512 / (81) 3181-7000 / [email protected]) e à Delegacia de Crimes contra o Consumidor – Decon (81 3184-3835 / [email protected]).