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Política

Após reunião com Rubio, Mauro Vieira afirma que Lula e Trump devem ter reunião em breve


Por: REDAÇÃO Portal

O encontro ocorreu na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (16)

17/10/2025
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O encontro ocorreu na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (16)

Foto: Divulgação/Itamaraty

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disseram, em nota conjunta, que "mantiveram conversas muito positivas sobre comércio e questões bilaterais em andamento". Mauro Vieira e as autoridades norte-americanas se reuniram nesta quinta-feira (16), na Casa Branca, em Washington, para discutir sobre a remoção das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Ainda segundo o comunicado, as autoridades estão empenhadas em marcar uma reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump. Não foi divulgada data ou local do encontro entre os presidentes. No entanto, a expectativa é de que o encontro ocorra durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro.

"O Secretário Rubio, o Embaixador Greer e o Ministro Mauro Vieira concordaram em colaborar e conduzir discussões em várias frentes no futuro imediato, além de estabelecer uma rota de trabalho conjunto. Ambas as partes também concordaram em trabalhar conjuntamente pela realização de reunião entre o Presidente Trump e o Presidente Lula na primeira oportunidade possível", diz a nota.

Apesar da expectativa para a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), as agendas dos presidentes devem determinar o momento mais adequado para a reunião. Na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, em setembro, o breve encontro entre Trump e Lula nos bastidores marcou a intenção de retomada do diálogo entre Brasil e Estados Unidos.

A reunião entre Vieira e Rubio marca a retomada do diálogo entre os dois países após meses de tensão diplomática devido à imposição das tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros. A medida foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a uma suposta “politização” do Judiciário brasileiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Além do tarifaço, Washington também aplicou sanções financeiras e consulares a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.