Câmara do Recife aprova, em primeira votação, fim da renovação periódica de laudos de TEA
Projeto de lei prevê que diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista tenha validade permanente na capital
Foto: Divulgação/Câmara Municipal do Recife
A Câmara Municipal do Recife aprovou, em primeira votação, o projeto de lei nº 238/2025, que extingue a exigência de renovação periódica dos laudos que atestam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta, apresentada pela vereadora Liana Cirne (PT), foi analisada durante a sessão plenária e recebeu apoio de parlamentares da base e da oposição. O texto ainda precisa passar por nova votação antes de seguir para sanção.
Durante o debate, Liana Cirne classificou a renovação obrigatória dos laudos como uma “injustiça”, argumentando que o autismo é uma condição permanente e que a burocracia imposta afeta diretamente famílias que já enfrentam grande dificuldade para obter o primeiro diagnóstico. Segundo a vereadora, o tempo de espera para conseguir um laudo no Recife chega a quatro anos, o que deixa muitas crianças sem acesso a terapias essenciais durante fases importantes do desenvolvimento.
Parlamentares como Cida Pedrosa (PCdoB), Tadeu Calheiros (MDB) e Fred Ferreira (PL) reforçaram o apoio ao projeto. Mãe de uma pessoa autista, Cida destacou que o procedimento atual “revitimiza” famílias. Já Tadeu defendeu que a medida seja futuramente ampliada para outras condições crônicas, enquanto Fred classificou como “absurdo” obrigar pacientes a refazer laudos de uma condição sem cura. O projeto seguirá para segunda votação nas próximas sessões.