CPRH afasta relação entre dragagem em Suape e mortes de animais marinhos
Após cinco vistorias, agência ambiental não encontrou indícios de impacto da obra sobre cavalos-marinhos, tartarugas e peixes na região
Foto: Thiago Gusmão/Divulgação
A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) descartou qualquer relação entre as obras de dragagem do canal interno do Porto de Suape e as supostas mortes de cavalos-marinhos, tartarugas e peixes que circularam em vídeos nas redes sociais. Segundo a autarquia, a constatação foi baseada em cinco vistorias técnicas realizadas com as dragas em operação e paradas, em diferentes trechos dos rios Tatuoca e Massangana, além da área portuária. Nenhum animal morto ou alteração na qualidade da água foi identificado durante as inspeções.
De acordo com a CPRH, as fiscalizações contaram com escutas de pescadores, moradores e mergulhadores da região, mas nenhuma das três entidades que representam o setor pesqueiro local confirmou as denúncias. A agência informou que toda a documentação das vistorias será encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF). A última inspeção foi feita na sexta-feira (31), com 12 profissionais, durante a maré baixa e com as dragas paradas, sem registro de anormalidades ambientais.
O diretor de Sustentabilidade de Suape, Carlos Cavalcanti, destacou que os laudos reforçam o compromisso ambiental do complexo portuário, que há 47 anos atua sob rigoroso controle técnico. Segundo ele, as obras de dragagem seguem um Plano de Gestão da Qualidade Ambiental (PGQA) aprovado pela CPRH, composto por 15 programas e 14 condicionantes de controle e mitigação. A intervenção, orçada em R$ 217 milhões, parte com recursos do PAC 3, é executada pelo consórcio Van Oord/Jan De Nul, que utiliza dragas de última geração com monitoramento ambiental em tempo real.