“Elevado risco de fuga”, afirma Moraes em decisão, após Bolsonaro violar tornozeleira
Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva no início da manhã deste sábado (22)
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) violou o uso de tornozeleira eletrônica, segundo decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que decretou a prisão preventiva de Bolsonaro neste sábado (22), após descumprimento da medida cautelar. Segundo o documento, o risco de fuga era iminente, após tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica durante a madrugada, por volta da 0h08. Além disso, o fato da residência do ex-presidente estar localizada próximo da embaixada dos Estados Unidos seria mais um indicativo de que ele poderia tentar escapar de uma eventual prisão, segundo Moraes, que afirmou: "rememoro que o réu, conforme apurado nestes autos, planejou, durante a investigação que posteriormente resultou na sua condenação, a fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país".
A decisão veio após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente. Para o ministro do STF, o ato configuraria "altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada”, pondo “em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal". Ainda segundo Moraes, “a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter “vantagens pessoais” e “causar tumulto”.
Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva no início da manhã deste sábado. Ele foi detido pela Polícia Federal em casa e levado para a Superintendência da PF em Brasília.