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Empresário suspeito de comandar esquema de desvios milionários em Ipojuca é preso no Recife


Por: REDAÇÃO Portal

Gilberto Claudino da Silva Júnior estava foragido há um mês e é apontado pela Polícia Civil como coordenador das fraudes envolvendo emendas parlamentares no município

06/11/2025
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Gilberto Claudino da Silva Júnior estava foragido há um mês e é apontado pela Polícia Civil como coordenador das fraudes envolvendo emendas parlamentares no município

Foto: Reprodução/ TV Globo

O empresário Gilberto Claudino da Silva Júnior, acusado de coordenar um esquema de desvios milionários de emendas parlamentares na Câmara de Ipojuca, foi preso no Recife. Segundo a Polícia Civil, ele é um dos principais alvos da Operação Alvitre, deflagrada em 2 de outubro, que investiga o uso irregular de recursos públicos destinados a projetos de saúde. Gilberto estava foragido havia um mês e se apresentou espontaneamente à Central de Flagrantes da Capital, acompanhado de seus advogados.

De acordo com o inquérito, o empresário é gestor da Faculdade Novo Horizonte, de razão social Instituto Nacional de Ensino, Sociedade e Pesquisa (Inesp), instituição apontada como uma das empresas utilizadas pelo grupo criminoso para praticar os desvios. O Inesp teria recebido repasses milionários por meio do Instituto de Gestão de Políticas do Nordeste (IGPN), que acumulou mais de R$ 6 milhões em menos de um ano. Os valores eram destinados a cursos de capacitação com orçamentos inflados e planos de trabalho inconsistentes.

A defesa de Gilberto Claudino classificou a acusação como “injustificadamente atribuída” e afirmou que ele colaborará com as investigações, apresentando documentos e depoimentos “no intuito de provar cabalmente sua inocência”. Além dele, outras três mulheres foram presas durante a operação: Eva Lúcia Monteiro, Edjane Silva Monteiro e Maria Netania Vieira Dias. Permanecem foragidos José Gibson Francisco da Silva, presidente do IGPN; Julio Cesar de Almeida Souza, diretor financeiro; e Gerailton Almeida da Silva, considerado um dos articuladores do esquema.

O caso ganhou ainda mais complexidade após o assassinato da professora universitária Simone Marques da Silva, vinculada ao Inesp, no dia 28 de outubro. Ela foi morta horas depois de procurar a Delegacia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, para tentar prestar depoimento sobre o caso. A Polícia Civil abriu um novo inquérito para investigar o homicídio e apurar se há relação entre o crime e o esquema de desvios de verbas públicas no município.