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Fazendeiro é condenado a 23 anos por matar funcionário que cortou energia de propriedade no Agreste


Por: REDAÇÃO Portal

Homem teve energia desligada devido a uma dívida de R$ 28 mil com a concessionária

26/11/2025
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Homem teve energia desligada devido a uma dívida de R$ 28 mil com a concessionária

Foto: Reprodução/Mídias Sociais

Um fazendeiro foi sentenciado a mais de 23 anos de prisão pelo assassinato de um eletricista da antiga Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), atualmente Neoenergia. A decisão contra Sebastião Ayres de Assis Neto foi tomada pelo júri popular na Vara do Tribunal do Júri de Limoeiro, no Agreste pernambucano, município onde o crime aconteceu.

O homicídio ocorreu na tarde de 29 de setembro de 2020 e vitimou José Reginaldo de Santana Júnior, de 31 anos. Ele foi morto após desligar a energia elétrica da propriedade de Sebastião Ayres devido a uma dívida de R$ 28 mil que o fazendeiro possuía com a concessionária. O réu foi condenado pelos seguintes delitos:

  • Homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por impossibilitar a defesa da vítima;

  • Constrangimento ilegal, sequestro e cárcere privado contra Edvaldo Bernardo da Silva, outro funcionário da Neoenergia que acompanhava o serviço;

  • Corrupção ativa, por tentar subornar os trabalhadores antes do crime.

A pena total estipulada foi de 23 anos, cinco meses e 22 dias de reclusão, além de seis meses e três dias de detenção e 46 dias-multa, calculados com base no salário mínimo da época. Sebastião Ayres está preso desde julho de 2021 na Penitenciária Ênio Pessoa Guerra, em Limoeiro. A defesa afirmou que irá recorrer da sentença, alegando que a decisão contraria as provas apresentadas no processo.

Por meio de nota, a Neoenergia Pernambuco declarou que:

  • recebe com tranquilidade a condenação de Sebastião Ayres pelo homicídio do eletricista, morto enquanto exercia suas funções;

  • a pena aplicada reforça a sensação de justiça pela morte de um trabalhador exemplar e pai de família;

  • em respeito à memória do colaborador, a empresa continuará vigilante e atuante para que crimes desse tipo não fiquem impunes.