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Economia

Governo vai usar bens apreendidos em fraudes para ressarcir aposentados e pensionistas


Por: REDAÇÃO Portal

Operação Sem Desconto bloqueou R$ 2,8 bilhões em patrimônio de investigados, incluindo carros de luxo, vinhos e obras de arte

15/09/2025
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Operação Sem Desconto bloqueou R$ 2,8 bilhões em patrimônio de investigados, incluindo carros de luxo, vinhos e obras de arte

Foto: Reprodução/ TV Globo

O governo federal anunciou que os bens apreendidos no esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão usados para ressarcir aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus benefícios. A informação foi confirmada pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, nesta segunda-feira (15), no Recife. Segundo ele, cerca de R$ 2,8 bilhões já foram bloqueados pela Justiça desde o início das investigações da Operação Sem Desconto.

Deflagrada pela Polícia Federal, a operação revelou um amplo esquema de desvio de recursos envolvendo associações e entidades que cadastravam beneficiários sem autorização, com uso de assinaturas falsas, para descontar mensalidades. Durante as buscas, foram apreendidos carros de luxo, vinhos avaliados em R$ 50 mil e obras de arte nas casas dos investigados. Entre os presos está Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, suspeito de pagar R$ 9,3 milhões em propina a servidores.

Outro alvo da operação foi o empresário Maurício Camisotti, dono de companhias na área de seguros e planos de saúde, apontado como beneficiário do esquema. O depoimento do “Careca do INSS” estava previsto para esta segunda na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o caso, mas foi cancelado após o investigado informar, por meio de sua defesa, que não compareceria. Para o presidente do INSS, ouvir o lobista é fundamental para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

Gilberto Waller destacou ainda que todos os descontos associativos estão suspensos e que, caso sejam retomados, terão regras mais rigorosas de fiscalização. “Não podemos assinar acordo de cooperação com instituição fantasma, criada apenas para tirar dinheiro de aposentados e pensionistas”, afirmou. Segundo ele, a meta é que 100% do ressarcimento venha do patrimônio dos fraudadores.