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Política

Guilherme Boulos assume Secretaria-Geral da Presidência a convite de Lula


Por: REDAÇÃO Portal

A saída de Márcio Macêdo da pasta foi formalizada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (21)

21/10/2025
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A saída de Márcio Macêdo da pasta foi formalizada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (21)

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O deputado federal por São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República. O anúncio foi feito pelo presidente Lula (PT) nesta segunda-feira (20) e representa a 13ª mudança no primeiro escalão desde o início do governo. O ex-ministro Márcio Macêdo estava no cargo desde janeiro de 2023 e deve disputar as eleições para deputado federal, por Sergipe, em 2026. A troca foi formalizada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (21).

Em entrevista ao Jornal da CBN, nesta terça (21), Boulos disse que, a pedido do presidente, visitará todos os estados do país para levar os programas e propostas do governo federal. O diálogo com a sociedade e os movimentos sociais também estarão no foco da sua atuação. O novo ministro ainda destacou que estarão na pauta projetos como isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, fim da escala 6x1 e nova legislação para trabalhadores de aplicativo.

Segundo Guilher Boulos, é preciso garantir aos trabalhadores de aplicativo direitos como melhor remuneração, além de garantias previdenciárias e a transparência do algoritmo. "Esses trabalhadores, hoje, na prática, são comandados por um algoritmo que eles desconhecem, que a empresa controla. O algoritmo deve dizer como você vai chamar aquele trabalhador e não o outro, qual o critério que a empresa usa, isso tem que ser transparente", declarou.

Do ponto de vista político, Boulos afirmou que ainda avalia disputar a reeleição como parlamentar em 2026. Em 2022, ele se candidatou pela primeira vez a um cargo no legislativo, pelo PSOL, e foi o deputado federal mais votado do estado de São Paulo, com cerca de 1 milhão de votos. Ainda segundo o ministro, Lula não lhe pediu para não tentar se candidatar.

"Para ser candidato, eu teria que me desincompatibilizar em abril do ano que vem. Então, eu acho difícil que dê tempo para fazer um trabalho com começo, meio e fim. A questão é essa. Agora, esse debate também vai depender do diálogo com o presidente Lula, que será feito no ano que vem", pontuou.