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IBGE aponta Pernambuco entre os cinco estados com maiores índices em insegurança alimentar


Por: REDAÇÃO Portal

Levantamento indica proporção de 35,3% no estado

10/10/2025
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Levantamento indica proporção de 35,3% no estado

Foto: Celso Tavares/G1

Pernambuco está entre os cinco estados brasileiros com os maiores índices de insegurança alimentar, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações fazem parte do módulo de Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Os estados com maior proporção de domicílios em situação de insegurança alimentar são: Pará (44,6%), Roraima (43,6%), Amazonas (38,9%), Bahia (37,8%), Pernambuco (35,3%), Maranhão (35,2%), Alagoas (35%) e Sergipe (35%). Já em relação à insegurança alimentar grave — o nível mais severo, onde a fome atinge inclusive crianças — os índices mais altos foram registrados no Amapá (9,3%), Amazonas (7,2%) e Pará (7,0%).

A pesquisa é fruto de uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. O levantamento atual faz parte de uma série histórica iniciada na antiga PNAD (com edições em 2004, 2009 e 2013), além da Pesquisa de Orçamentos Familiares (2017-2018). Embora os métodos não sejam idênticos, a periodicidade quinquenal permite acompanhar a evolução do problema no país. A menor taxa registrada foi de 22,6% em 2013.

Em todo o Brasil, o número de lares com algum grau de insegurança alimentar caiu para 18,9 milhões em 2024 — uma redução de 2,2 milhões em relação ao ano anterior. Proporcionalmente, houve queda de 27,6% para 24,2%, o que significa que quase um em cada quatro domicílios ainda enfrenta algum nível de dificuldade no acesso a alimentos. Por outro lado, a segurança alimentar subiu de 72,4% para 75,8% dos lares.

A pesquisa do IBGE classifica a insegurança alimentar em três níveis:

  • Leve: preocupação com a obtenção de alimentos e piora na qualidade da alimentação.

  • Moderada: redução na quantidade de alimentos disponíveis para os adultos da casa.

  • Grave: redução drástica na quantidade e qualidade da alimentação, afetando inclusive crianças e adolescentes — é quando a fome se instala.

Entre 2023 e 2024, os três níveis apresentaram queda:

  • Leve: de 18,2% para 16,4%;

  • Moderada: de 5,3% para 4,5%;

  • Grave: de 4,1% para 3,2%, o que ainda representa cerca de 2,5 milhões de famílias vivendo em privação alimentar severa.

As regiões Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais de insegurança alimentar. No Norte, 37,7% dos domicílios enfrentam algum nível do problema, e no Nordeste, 34,8%. Nessas regiões, a insegurança alimentar grave atinge 6,3% e 4,8% dos lares, respectivamente.

Em comparação, as outras regiões registraram:

  • Centro-Oeste: 20,5%;

  • Sudeste: 19,6%;

  • Sul: 13,5%.

A região Sul apresentou a menor taxa de insegurança alimentar grave, com 1,7%, enquanto o Norte teve índice quase quatro vezes maior.

Em termos de quantidade de domicílios afetados, o Nordeste lidera com 7,2 milhões de lares em insegurança alimentar, seguido pelo Sudeste com 6,6 milhões. Apesar de o Norte ter a maior proporção, concentra menos lares em números absolutos (2,2 milhões), devido à menor população.

A maioria dos estados apresentou melhora entre 2023 e 2024. No entanto, quatro registraram aumento na insegurança alimentar:

  • Roraima: de 36,4% para 43,6%;

  • Distrito Federal: de 26,5% para 27,0%;

  • Amapá: de 30,7% para 32,5%;

  • Tocantins: de 28,9% para 29,6%.

Por outro lado, nove estados tiveram taxas inferiores a 20%:

  • Santa Catarina (9,4%)

  • Espírito Santo (13,5%)

  • Rio Grande do Sul (14,8%)

  • Paraná (15,3%)

  • Goiás (17,9%)

  • Mato Grosso do Sul (18,5%)

  • Rondônia (18,5%)

  • São Paulo (19,3%)

  • Minas Gerais (19,5%)