Perícias menos invasivas já estão sendo realizados desde o mês passado.
Em decisão inédita, o Instituto de Medicina Legal de Pernambuco adotou a necropsia não invasiva em cadáveres para perícia de mortes violentas com causas visíveis. A medida foi adotada desde o dia 21 de março, e é amparada pelo artigo 162 do Código do Processo Penal e visa proteger do contágio com o coronavírus os profissionais que lidam com o corpos.
Considera-se que alguns mortos poderiam eventualmente estar infectados pela covid-19, ainda que sem sintomas relatados pelas famílias. Passou-se a usar esta técnica para casos de ferimentos visíveis de armas de fogo ou armas brancas. Exames como o traumatológico de mulheres agredidas e sexológico no caso de mulheres vítimas de estupro continuam sendo realizados como antes.
No caso de qualquer exame em vivos, a orientação é que, caso chegue alguém com sintomas de gripe, não seja periciado de imediato. Primeiro, o cidadão precisa procurar o serviço de saúde e só depois que o IML pode atendê-lo para evitar contaminação dos profissionais.