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Economia

Isenção do imposto de renda deve injetar R$ 1,7 bilhão na economia do Nordeste


Por: REDAÇÃO Portal

O estudo produzido pela Sudene considera os efeitos da Lei nº 15.270/2025 a partir de janeiro de 2026

16/12/2025
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O estudo produzido pela Sudene considera os efeitos da Lei nº 15.270/2025 a partir de janeiro de 2026

Foto: Joasouza/Depositphotos

Uma estimativa realizada pela unidade de Estudos e Pesquisas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aponta que a ampliação da isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem ganha até R$ 5 mil, somada aos descontos para quem recebe até R$ 7.350 por mês, deve gerar uma injeção anual de R$ 1,7 bilhão na economia do Nordeste. Com a sanção do presidente Lula (PT), os efeitos da Lei nº 15.270/2025 para 15 milhões de contribuintes passam a valer a partir de janeiro de 2026.

O valor para o Nordeste corresponde a 7% da renúncia fiscal nacional projetada pelo Governo Federal, que é de R$ 25,8 bilhões. O economista da Sudene, Miguel Vieira, avalia que, na prática, a isenção do imposto de renda permite ao trabalhador ter um valor a mais disponível mensalmente.

“O que era descontado antes, não vai ser mais. E esse valor a mais que o trabalhador vai ter pode aumentar a quantidade de itens consumidos na feira. Ele pode adicionar itens novos, adquirir uma roupa, um sapato. Nas vendas mais elevadas, eles podem até gastar com viagens, movimentar a economia pelo turismo, consumir mais em restaurantes, e até suportar a parcela de um eletrodoméstico que antes ele não poderia”, pontua.

Ainda de acordo com o estudo produzido pela Sudene, a ampliação da renda disponível no Nordeste pode chegar a R$ 126,7 milhões por mês. Bahia (31,47%), Pernambuco (21,06%) e Ceará (16,02%) lideram a estimativa, correspondendo a 68,55% do total. Na sequência, aparecem Maranhão (8,60%), Rio Grande do Norte (5,79%), Paraíba (5,09%), Alagoas (4,65%), Piauí (3,71%) e Sergipe (3,61%). Somente para Pernambuco serão quase R$ 27 milhões a mais disponíveis para injeção na economia.

Saiba como o estudo foi produzido

Segundo a Sudene, foram considerados os vínculos empregatícios por faixas de renda, com valores centrais adotados para cada faixa. A partir disso, os pesquisadores aplicaram a calculadora de desconto do Imposto de Renda do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os descontos apontados pela calculadora foram multiplicados pela quantidade de trabalhadores formais em cada faixa, conforme o modelo de cálculo definido pela Lei nº 15.270/2025.

Reportagem - Lucas Arruda