Justiça aponta ilegalidade na greve dos professores antes de deflagração; Sintepe afirma que não foi notificado
A greve estava prevista para acontecer a partir de 25 de julho
Foto: Divulgação/Sintepe
O Governo de Pernambuco entrou com ação judicial para frear a greve dos professores antes mesmo de ela ser deflagrada. A justiça aprovou a liminar, com aplicação de multa diária de R$ 50.000,00, caso qualquer ato atrapalhe o regular e total funcionamento do serviço da rede estadual de ensino.
A ação movida pelo governo é uma resposta ao ofício enviado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) notificando a deflagração de greve geral, por tempo indeterminado, das categorias dos trabalhadores em educação. A paralisação seria realizada a partir do dia 25 de julho, data de retorno das aulas após o período de férias.
Em nota, o Sintepe informou que “não foi intimado acerca da Decisão Judicial relacionada à Greve da Educação. A direção do Sindicato vai se reunir com a Assessoria Jurídica para deliberar assim que for notificada."
A greve faz parte dos atos da categoria que pedem pelo reajuste de 14,95% no Piso Salarial Nacional dos Professores para todos os servidores da Secretaria de Educação de Pernambuco, com extensão para toda a carreira.
No final de junho, Projeto de Lei Complementar foi aprovado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para reajustar o piso salarial. Mas, segundo o sindicato, os novos valores contemplam apenas 6 mil professores efetivos, deixando de fora outros 52 mil profissionais.
Ouça nota da repórter Taynã Olimpia no play acima.