Justiça condena ex-militar por feminicídio e ocultamento de cadáver da esposa
O corpo da mulher permanece desaparecido três anos após o crime
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça condenou o ex-militar do Exército Brasileiro, Felipe Ruan Bezerra Cabral, a 27 anos e 5 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da esposa, Lúcia Maria de Melo. O crime aconteceu em agosto de 2022, em Belo Jardim, no Agreste. Após decisão do júri popular, Felipe foi considerado culpado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O juiz Leonardo Costa de Brito também determinou o pagamento de 260 dias-multa, sendo cada dia equivalente a um trigésimo do salário mínimo vigente à época do crime - totalizando R$ 10.504,00.
Na decisão obtida pelo g1 Caruaru e Região, o juiz Leonardo Costa destacou que o ex-militar demonstrou “ousadia anormal” ao cometer o crime dentro de casa, onde também estava o filho do casal, uma criança em tratamento de saúde. A pena foi fixada em 24 anos e 8 meses de reclusão pelo homicídio qualificado e 2 anos e 9 meses pela ocultação do cadáver. O corpo da mulher permanece desaparecido três anos após o crime. Felipe Ruan deverá cumprir a condenação inicialmente na Penitenciária de Tacaimbó, no Agreste, sob acompanhamento da 3ª Vara Regional das Execuções Penais de Pernambuco.
Durante o julgamento, a defesa de Felipe Ruan tentou desqualificar a vítima, alegando que ela teria abandonado o lar voluntariamente e que estaria viva. Os jurados rejeitaram os argumentos. Por sua vez, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) apresentou como provas as perícias, depoimentos de testemunhas e contradições do próprio réu.
De acordo com o órgão ministerial, novas diligências podem ser realizadas para tentar localizar os restos mortais de Lúcia Maria de Melo. Ao g1 Caruaru e Região, a defesa de Felipe Ruan Bezerra Cabral disse que já interpôs recurso de apelação, e espera que instâncias superiores anulem o júri popular.