Mercado de apostas regulamentado impulsiona economia do Nordeste e gera empregos qualificados
Setor movimenta R$ 3,3 bilhões, amplia arrecadação e fortalece o esporte nacional, segundo estudo da LCA Consultores e do IBJR
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O mercado regulamentado de apostas de quota fixa vem se consolidando como um importante vetor econômico no Nordeste. De acordo com o estudo Panorama do Mercado de Apostas de Quota Fixa (novembro/2025), elaborado pela LCA Consultores e a Cruz Consulting, em parceria com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), o setor tem potencial para injetar R$ 3,3 bilhões na economia nacional e gerar cerca de 3,1 mil empregos de alta renda. Com a plena entrada em vigor da Lei 14.790/23, que regulamenta o segmento, as empresas licenciadas passam a operar sob rígidos critérios de transparência, segurança e combate às apostas ilegais.
Atualmente, 14 empresas e 37 marcas estão autorizadas a atuar no Nordeste, que se consolida como um polo estratégico para o setor. Os investimentos iniciais de R$ 885 milhões em capital social apresentam um efeito multiplicador de R$ 3,74 para cada R$ 1 investido, gerando impacto direto em diversos segmentos da economia, como tecnologia, marketing, entretenimento e esportes. O setor também é responsável por R$ 1,1 bilhão em patrocínios masters a clubes da Série A do Campeonato Brasileiro masculino por temporada, tornando-se um dos principais financiadores do futebol nacional.
Em entrevista concedida à CBN Recife, o diretor conselheiro e cofundador do IBJR, André Gelfi, afirmou que o mercado de apostas “representa um novo ciclo de oportunidades para o Brasil, com investimentos, empregos formais e contribuição social”. Ele destacou que a missão do Instituto é promover “uma atividade harmônica com os interesses da sociedade”. Segundo Gelfi, “tem que ser bom para o operador, tem que ser bom para o apostador e tem que ser bom para o Estado. Se não tem essas qualidades de forma harmonizada, o mercado não é sustentável”. Ele reforçou que o IBJR atua em duas frentes principais: “combate ao jogo clandestino e promoção do jogo responsável”, pilares que sustentam o crescimento saudável do setor.
De acordo com o executivo, o mercado regulado já conseguiu canalizar metade das apostas ilegais para a formalidade. “Hoje o Brasil tem 51% de mercado clandestino ainda. A regulamentação é de janeiro, e estamos em novembro. Esse número é metade do que era antes, conseguimos trazer quase 50% do mercado para o ambiente formal”, explicou. Gelfi também ressaltou a importância da qualificação profissional: “Nosso segmento emprega formalmente 10 mil pessoas, e outras 5 mil são empregos diretos. Destaca-se que 20% dessa mão de obra está no Nordeste. O salário médio é mais do que o dobro da média nacional, com profissionais de tecnologia, engenharia de dados, compliance, marketing e indústria criativa.”
Para os consumidores, a principal orientação é verificar se a plataforma é legalizada. “Se a plataforma não for .bet.br, ela não está autorizada pelo Governo Federal. Nós temos o site betalert.com.br, dentro do portal do IBJR, onde é possível consultar se uma Bet é regular”, esclareceu Gelfi. Em mensagem aos apostadores, ele reforçou a importância do equilíbrio: “Essa é uma atividade de entretenimento, que pode ser muito divertida e parte do contexto social, mas deve ser feita com responsabilidade. Quando você exagera em alguma coisa, vem uma consequência negativa. Com as bets é a mesma coisa: parcimônia é fundamental.”