Merenda em Pernambuco: terceirizados reduzem expediente na rede e Estado afirma não reconhecer pendências nos repasses para empresas
Alunos da rede estadual e cerca de 20 mil trabalhadores estão sendo afetados
Foto: Reprodução/G1
A novela entre Governo de Pernambuco e funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviço para a rede estadual de educação continua a ganhar mais episódios. Desta vez, a categoria reduziu o expediente de trabalho por conta do atraso dos salários. De acordo com o sindicato representante, cerca de 20 mil trabalhadores estão sendo afetados. A ação reflete nos alunos, que tem o horário dentro das escolas também diminuído.
O Sindicato dos Trabalhadores de Asseio e Conservação (STEALMOAIC) afirma que os salários e alguns benefícios não são repassados há quase dois meses. O atraso foi denunciado no dia 10 de fevereiro e repassado ao Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE).
No entanto, contrariando as afirmações, o Secretário da Fazenda, Wilson José de Paula, afirma que as contas com os prestadores de serviço terceirizados estão em dia.
Já o vereador do Recife e presidente do sindicato, Rinaldo Júnior (PSB) alega que as empresas não receberam o dinheiro do governo de Pernambuco.
O gestor sindical ainda destaca que o governo tenta ludibriar a categoria sem apresentar uma solução.
Foi solicitada uma reunião de urgência com a governadora Raquel Lyra (PSDB), para tratar do assunto, mas até o momento, não existe um posicionamento do encontro. A categoria já realizou atos em frente ao Palácio do Campo das Princesas, no entanto, a história se estende, e quem fica a mercê desse jogo de pingue-pongue é o funcionário que trabalha sem as condições básicas necessárias e os estudantes afetados por uma ação, que se torna justa, diante do descaso com o prestador de serviços nas unidades escolares do estado.
Ouça a matéria de Guilherme Camilo sobre o assunto clicando no play acima.