Ministro afirma que pagamento a aposentados que tiveram descontos indevidos supera R$ 1 bilhão
No "Bom Dia, Ministro", Wolney Queiroz ainda declarou não haver ambiente para uma nova Reforma da Previdência
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou, nesta quinta-feira (18), que o reembolso aos aposentados e pensionistas do INSS que tiveram descontos associativos indevidos em seus benefícios já supera R$ 1,29 bilhão. Desde 24 de julho, mais de 2,3 milhões de pessoas foram pagas e a Pasta ainda espera reembolsar mais de R$ 2 bilhões. A declaração foi dada em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Wolney Queiroz também comentou sobre a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS em vigor no Congresso Nacional. O ministro disse que se colocou à disposição dos parlamentares e que vai participar da CPMI como convidado no próximo dia 9 de outubro, às 9h.
"Temos acompanhado (a CPMI), na medida do possível, mas eu me ofereci com datas em que estou disponível para ir e falar com o senadores e deputados membros da CPMI. Já estive no Senado quando assumi o ministério, já fui à Câmara, e será um prazer voltar ao Congresso Nacional para participar da CPMI e ajudar com as informações que tiver", destacou.
Reforma da Previdência
Quando questionado sobre uma possível nova Reforma da Previdência, Wolney Queiroz declarou não haver ambiente. Ele ainda criticou a última Proposta de Emenda à Constituição (PEC 6/2019) que alterou as regras para a aposentadoria, promovida pelo governo Bolsonaro, por focar em “economizar”.
"Não há ambiente para se fazer uma Reforma da Previdência. Se for feita, tem que ser no início do governo, e na minha opnião, havendo pactuação com toda a sociedade. Eu sou um pouco refratário a reformas da Previdência, porque normalmente elas vêm para aumentar a idade (do contribuinte) ou diminuir o acesso. E nessa direção, vamos acabar deixando a pessoa trabalhar até morrer, o que não é justo. Acho que a reforma passada foi feita somente para economizar, mas você está lidando com a vida dos trabalhadores que sustentam esse país", pontuou Wolney.
Reportagem - Lucas Arruda