"Não tem volta nem balão de ensaio, eu sou candidato a presidente da República", afirma Flávio Bolsonaro em entrevista à CBN
Senador concedeu entrevista à CBN Recife nesta segunda-feira (08)
Foto: CBN Recife
Em entrevista à CBN Recife, o senador Flávio Bolsonaro (PL) reiterou que não irá recuar da disputa pela presidência da república em 2026. Segundo o político, “o preço para desistir da candidatura é Jair Messias Bolsonaro livre e nas urnas para ele poder ser o candidato e não eu. Enquanto isso não acontecer, a minha candidatura está completamente de pé”, afirmou.
Uma pesquisa do Datafolha, divulgada no sábado (6), aponta que 8% do eleitorado brasileiros acha que Flávio Bolsonaro deveria ser o nome escolhido por Bolsonaro para as eleições de 2026, 22% preferem a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e 20% o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A pesquisa ouviu 2.002 pessoas e foi realizada entre os dias 2 a 4 de dezembro, ou seja, antes de Flávio dizer ter sido escolhido pelo pai para ser o candidato do PL à Presidência em 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Questionado sobre o resultado da pesquisa, o senador declarou que os eleitores brasileiros desejam que o candidato à presidência seja alguém com o sobrenome Bolsonaro. “A pesquisa faz algumas comparações e a conclusão é que, além de Flávio Bolsonaro, Michele Bolsonaro, se colocasse também Eduardo Bolsonaro, a pesquisa, a leitura correta seria: Olha, mais de 50% dos eleitores preferem que exista alguém com o sobrenome Bolsonaro para representar o presidente Jair Bolsonaro, já que ele se encontra num cativeiro hoje, preso, sequestrado, uma pessoa inocente que foi julgada por seus próprios inimigos”.
Flávio Bolsonaro falou que o Brasil precisa ser redemocratizado. “A gente não pode normalizar o que aconteceu não só com o presidente Bolsonaro, com milhares de pessoas inocentes que foram condenadas por crimes impensáveis. E a gente está banalizando porque é o Jair Bolsonaro. Você troca assim, tira o Jair Bolsonaro da capa do processo, bota Michel Temer. Bota FHC. Vocês acham que o tratamento seria o mesmo?”.