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Navio-laboratório da UFPE participa de expedição para estudar bacias hidrográficas brasileiras no Atlântico


Por: REDAÇÃO Portal

O navio Ciências do Mar IV partiu do Porto do Recife na última quinta (18)

20/09/2025
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O navio Ciências do Mar IV partiu do Porto do Recife na última quinta (18)

Foto: Divulgação/UFPE

O Navio-Laboratório de Ensino Flutuante (LEF) Ciências do Mar IV, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), partiu do Porto do Recife para participar de uma das expedições científicas simultâneas que percorrerão a plataforma continental brasileira, com participação de universidades de diferentes regiões do país. Em 10 dias, será investigada a influência de grandes estuários e massas de água continentais sobre o ambiente marinho e sua biodiversidade, desde microrganismos até megafauna. A iniciativa é coordenada pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) e consolida um esforço colaborativo para o conhecimento científico sobre o oceano brasileiro.

Os dados coletados serão padronizados e integrados em um banco de dados único, facilitando a análise e comparação de informações biológicas e oceanográficas. A navegação e pontos de coletas (estações oceanográficas) foram planejados para estudar a influência da Lagoa dos Patos, na Região Sul; Baía de Guanabara, na Região Sudeste; Rio São Francisco, na Região Nordeste; e a Foz do Rio Amazonas, na Região Norte. 

A pesquisa abrangerá diferentes aspectos, desde a análise das propriedades físicas da água do mar (temperatura, salinidade, profundidade) até o estudo da biodiversidade, incluindo observação de cetáceos e aves marinhas. Os dados coletados serão cruciais para o entendimento dos ecossistemas costeiros brasileiros e a gestão sustentável dos recursos marinhos.

O coordenador científico da expedição na região Nordeste é o professor Mauro Maida, do Departamento de Oceanografia da UFPE. Ele explica que a Universidade é parte integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biodiversidade da Amazônia Azul (INCT-BAA), projeto que engloba várias universidades no Brasil e também colabora com a iniciativa. A embarcação da UFPE vai percorrer a área que vai do sul de Maceió até o sul de Aracajú para fazer amostragens oceanográficas da costa até a quebra da plataforma continental. 

“Esse navio vai amostrar de 20 metros de profundidade até 500 metros de profundidade. Inclusive, nós vamos estudar os canais que o São Francisco fez na plataforma continental quando o nível do mar era muito mais baixo. Você tem todo o canal do São Francisco que está esculpido na plataforma continental”. O professor ainda explica que na expedição serão estudados vários aspectos marinhos e como essas pesquisas podem ter aplicação na prática. 

Para coletar dados precisos e abrangentes, a expedição utiliza uma variedade de equipamentos de ponta, como o CTD & Roseta, que mede a condutividade, temperatura e profundidade da água, além de coletar amostras para análise. Redes de plâncton são utilizadas para estudar a base da cadeia alimentar marinha, enquanto equipamentos acústicos mapeiam o fundo do mar e identificam a presença de organismos. Coletores de material do fundo marinho e câmeras subaquáticas complementam a coleta de dados, permitindo uma análise completa do ambiente marinho.