Novo espaço do Centro de Documentação Dom Helder Câmara é inaugurado no Recife
O Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson, presidiu a celebração eucarística e abençoou o local
Foto: Edson Holanda/Prefeitura do Recife
A nova sede do Centro de Documentação Dom Helder Câmara foi inaugurada neste domingo (21). O espaço foi instalado no Edifício Arquiteto Zildo Sena Caldas, ao lado da Igreja das Fronteiras, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. O Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson, presidiu a celebração eucarística e abençoou o local.
Desde 2020, os arquivos estavam guardados na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) após invasão e vandalismo no prédio original.
O novo local vai abrigar o acervo do arcebispo emérito de Olinda e Recife, conhecido como defensor dos direitos humanos e da paz. Mais de 200 mil páginas de manuscritos, 18 mil imagens, além de livros, vídeos, correspondências e documentos históricos estão no local.
De acordo com o Arcebispo Dom Paulo Jackson, é de grande importância que as pessoas tenham acesso e conheçam a história.
"O povo que não conhece a sua história, que não tem memória, também não tem presente nem futuro. Esse espaço é para que as futuras gerações possam ter acesso à memória de alguém tão importante. Esse é o papel deste espaço: guardar a memória"
Durante a solenidade de inauguração, estiveram presentes o prefeito João Campos, o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Victor Marques, o presidente da Fundação de Cultura do Recife, Marcelo Canuto, a secretária de Cultura do Recife, Milu Megale, além de outras autoridades e convidados.
De acordo com a Prefeitura do Recife, o material agora, retorna ao espaço idealizado pelo próprio Dom Helder, garantindo preservação, pesquisa e acesso público.
"Dom Helder precisa ter a sua história preservada, mantida, sobretudo para ensinar as futuras gerações. Eu me incluo numa geração que não teve o privilégio de conviver com ele. Embora tenha sido sempre uma referência muito próxima, acho que a maior ligação entre nós é o meu avô materno, que foi o médico de Dom Helder e era um grande amigo dele. Mas precisamos ter essa capacidade de permanecer sempre com a chama viva, por isso temos um convênio da Prefeitura com o Instituto, para ajudar. E também temos o compromisso de poder mandar um projeto de lei para a Câmara para perenizar isso, independente de quem esteja na gestão. Eu acredito que esse é um compromisso com a cidade, com uma instituição tão séria e tão importante, sobretudo em tempos desafiadores democráticos, para que nunca tenhamos nenhuma dúvida do caminho a seguir, e que possamos beber da nossa história para poder construir sempre um futuro melhor", afirmou João Campos.