Operação contra desvio de dinheiro de emendas parlamentares em Ipojuca teve três prisões
Os detalhes da Operação "Alvitre" foram divulgados em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3)
Foto: Divulgação/PCPE
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu três mulheres durante as diligências da Operação "Alvitre", deflagrada na última quinta-feira (2) e que apura um suposto esquema de desvio de dinheiro público em Ipojuca, no Grande Recife. Entre as detidas estão duas advogadas, e segundo as investigações, houve repasse de emendas parlamentares para uma instituição que não tinha capacidade técnica para operar serviços contratados pelo poder público.
Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3), o delegado de Porto de Galinhas, Ney Luiz Rodrigues, detalhou que as verbas eram transferidas para organizações “fantasmas” que operavam por meio de "laranjas". Em Ipojuca, os recursos deveriam ser aplicados em serviços de saúde, e entre 2022 e 2024, o total de repasses somou R$ 39,68 milhões por meio de emendas.
Todos os investigados podem responder pelos crimes de corrupção passiva, peculato, falsidade documental e lavagem de dinheiro. Durante a operação, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. E apesar de terem sido expedidos sete mandados de prisão, apenas três mulheres foram presas. Os outros quatro suspeitos são homens e estão foragidos. A investigação também abrange os municípios de Bezerros, Catende, São José da Coroa Grande e Barreiros.
A operação foi realizada pela 43ª Circunscrição Policial da Delegacia de Porto de Galinhas com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). São emendas impositivas, que são votadas na Câmara Municipal e o Poder Executivo tem a obrigação de pagar. [...]. Cabe à pasta respectiva verificar se a associação (o serviço beneficiado) cumpre os requisitos legais antes de formalizar aquele termo de fomento e realizar o pagamento", explicou o delegado Ney Luiz Rodrigues.