Operação de fiscalização ambiental é executada em 31 municípios pernambucanos
Ao todo, multas impostas aos infratores superam R$ 1 milhão
Foto: Reprodução/MPPE
Em sua sétima edição em Pernambuco, a Operação Mata Atlântica em Pé fiscalizou 472 hectares do bioma mais ameaçado do país. A ação teve como principal objetivo identificar áreas de desmatamento da vegetação nativa, responsabilizar os autores e promover a recuperação das regiões degradadas.
A iniciativa foi coordenada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e contou com apoio da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma), e da Polícia Militar, através do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA). Os trabalhos foram realizados entre os dias 15 e 19 de setembro e envolveram equipes, equipamentos, suporte logístico e segurança.
De acordo com a Promotora de Justiça Belize Câmara, que coordena o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do MPPE, a operação teve resultados positivos. Mais de R$ 1 milhão em multas foram aplicadas pelos órgãos ambientais, e os responsáveis pelo desmatamento foram obrigados a recuperar as áreas atingidas. Segundo o analista ambiental do Ibama, Amaro Fernandes, a maior parte da vegetação foi derrubada para o cultivo de capim destinado à criação de gado — prática que contribui significativamente para os impactos das mudanças climáticas.
Nos casos em que foram flagrados crimes ambientais, como desmatamento ilegal e posse de animais silvestres, as ocorrências foram encaminhadas para a abertura de inquéritos. O subcomandante do BPA, major Wagner Feitosa, informou que a operação resultou na apreensão de cinco armas de fogo e 58 animais silvestres.
O planejamento da Operação Mata Atlântica em Pé 2025 contou com uma ferramenta fundamental: imagens de satélite da plataforma Brasil Mais, desenvolvida pela Polícia Federal e utilizadas pela CPRH por meio de convênio. Essa tecnologia, que fornece atualizações diárias, permite que os órgãos ambientais monitorem o desmatamento quase em tempo real, facilitando a definição de áreas prioritárias para fiscalização.