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Operação policial mira crime organizado em Pernambuco, Maranhão e Mato Grosso


Por: REDAÇÃO Portal

Quadrilha é suspeita de movimentar R$ 100 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

02/09/2025
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Quadrilha é suspeita de movimentar R$ 100 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução/PCMT

Dezesseis pessoas foram presas, nesta terça-feira (2), durante a Operação Conductor, suspeitas de fazer parte de uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 100 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. Ao todo, foram cumpridos 95 mandados nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, São Luís (MA) e Jaboatão dos Guararapes (PE).

Segundo as investigações, o líder do grupo é natural de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e coordenava de lá toda a estrutura do esquema: desde o transporte de drogas na área de fronteira até o armazenamento em imóveis de padrão médio e a distribuição em locais estratégicos, como supermercados e terminais de ônibus. Além das prisões, foram executados 35 mandados de busca e apreensão, 39 bloqueios de valores e cinco sequestros de veículos, autorizados pela 4ª Vara Criminal de Cáceres. Os investigados são alvo da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

As apurações tiveram início em abril do ano passado, após a prisão de um homem de 31 anos em Cáceres, flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportando 153,8 quilos de cocaína em uma van que simulava o transporte de passageiros. A partir desse caso, a Polícia Civil identificou um esquema bem organizado, envolvendo pelo menos 31 pessoas e oito empresas.

Conforme a delegada Bruna Laet, o grupo recebeu mais de duas toneladas de cocaína em apenas quatro meses, além de armas e munições. Parte da droga era comercializada dentro de Mato Grosso, enquanto outra parte seguia para outros estados.

A operação contou com o apoio da Receita Federal, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), do Ministério Público e com a participação de equipes das diretorias Metropolitana, do Interior e de Atividades Especiais da Polícia Civil. O nome “Conductor” foi escolhido em referência ao motorista preso no início das investigações, responsável por transportar a droga da fronteira até a região metropolitana de Cuiabá.