Pesquisadores da UPE desenvolvem tratamento que acelera cicatrização de feridas em pés diabéticos
Estudo clínico aponta que a fotobiomodulação com luzes azul e vermelha pode reduzir amputações e internações hospitalares em pacientes diabéticos
Foto: Divulgação/ UPE
Pesquisadores da Universidade de Pernambuco (UPE) desenvolveram um protocolo inovador de tratamento com luz LED capaz de acelerar o processo de cicatrização de feridas em pacientes com pé diabético. O estudo clínico, realizado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC-UPE), foi conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS-UPE) e contou com a participação de docentes do Instituto de Ciências Biológicas e da Faculdade de Ciências Médicas. O ensaio foi financiado pela empresa Beone Technologies, responsável pela criação do equipamento ISIS, utilizado na pesquisa.
De acordo com a professora Patrícia Moura, orientadora do trabalho, o estudo utilizou a fotobiomodulação, técnica que aplica comprimentos de ondas específicas de luz, para estimular a regeneração celular. A combinação dos espectros azul e vermelho mostrou-se eficaz na indução de angiogênese e na modulação de genes relacionados à cicatrização, favorecendo a recuperação tecidual. O protocolo foi testado em um ensaio clínico duplo cego e controlado por placebo, conduzido sob coordenação clínica da Dra. Taciana Belmont, com o apoio técnico e científico do professor Luciano Barreto.
O enfermeiro e pesquisador Leandro Cruz, autor da tese de doutorado que originou o protocolo, destacou que o tratamento tem potencial para reduzir significativamente a necessidade de amputações e o tempo de internação hospitalar, além de diminuir o risco de sepse e outras complicações. O projeto, aprovado pelo INMETRO e pela Anvisa, representa um avanço na terapêutica do pé diabético e abre caminho para novas estratégias baseadas em tecnologia nacional e pesquisa científica aplicada.