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PMs confirmam que viram sargento suspeito e mulher vítima de estupro saindo de posto no Cabo


Por: REDAÇÃO Portal

Mulher estava com uma amiga e duas filhas no veículo, quando foi abordada

15/10/2025
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Mulher estava com uma amiga e duas filhas no veículo, quando foi abordada

Foto: Reprodução/GSV

Dois policiais militares prestaram depoimento no inquérito que apura a denúncia de estupro feita por uma mulher de 48 anos contra um sargento em um posto do Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRv) no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife. O crime teria ocorrido na noite de sexta-feira (10), após a mulher ter sido parada em uma blitz, enquanto estava com uma amiga e as duas filhas adolescentes no carro. Segundo a denunciante, um dos três agentes a levou para dentro do posto, onde teria sido obrigada a fazer sexo oral no militar. Os dois PMs que depuseram confirmaram que viram a mulher saindo do posto seguida pelo sargento suspeito, logo após a abordagem.

O inquérito policial militar teve andamento com os depoimentos e um procedimento de reconhecimento dos suspeitos nesta terça-feira (14). A denunciante não reconheceu o soldado e o sargento presentes, que eram dois dos três agentes na blitz. O terceiro PM, também um sargento e apontado como suspeito pelos colegas em depoimento, não compareceu ao reconhecimento nem foi ouvido, apresentando um atestado médico por dor na coluna devido a um suposto acidente de moto. A amiga da vítima, que também depôs, confirmou que a mulher demorou no posto e saiu "muito nervosa", repetindo que tinha passado por "muita humilhação".

Os dois policiais que prestaram depoimento na terça-feira reiteraram que viram a denunciante saindo do posto policial seguida pelo sargento que faltou. Eles confirmaram que a mulher segurava um copo d'água ao sair do local, corroborando a versão da vítima de que o agressor a mandou beber. Um dos PMs afirmou que o tempo que a mulher e o sargento passaram no posto foi suficiente para que eles abordassem três outros veículos na pista. Ambos ainda destacaram que a entrada de civis no posto não é comum, sendo proibida por determinação do comandante da unidade.

O secretário estadual de Defesa Social pediu desculpas à vítima e informou que os PMs foram afastados das ruas. Apesar de a vítima já ter reconhecido o suspeito por foto na Delegacia da Mulher, o procedimento presencial no Quartel Geral da PM foi questionado pela advogada da mulher por constrangimento e por ser realizado fora do ambiente especializado. A defesa da vítima informou que os PMs ouvidos se negaram a fornecer material genético e que um novo reconhecimento foi remarcado para sexta-feira (17). A defesa de dois PMs que estavam de plantão, por sua vez, alegou sigilo no inquérito e que a denunciante não reconheceu os presentes. A SDS afirmou ter instaurado Investigação Preliminar e que "todas as medidas cabíveis serão adotadas com o devido rigor".