Polícia Civil conclui inquérito da morte de criança de 4 anos encontrada em cacimba
Duas pessoas foram indiciadas e hipótese de estupro é descartada
Foto: Acervo pessoal/Reprodução
A Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito que investigava o assassinato da menina Esther Izabelly Pereira da Silva, de 4 anos de idade. Ela foi encontrada morta dentro de uma cacimba em uma casa, no município de São Lourenço da Mata, no Grande Recife. Três pessoas foram presas pelo crime, mas apenas Fernando Santos de Brito e sua companheira Uilma Ferreira dos Santos foram indiciados.
Segundo informações divulgadas pelo efetivo, Fernando foi indiciado por homicídio e ocultação de cadáver, e Uilma, apenas pela ocultação. Apesar de ter apontado a autoria, a polícia também informou que não sabe, até o momento, qual foi a motivação. Todos os envolvidos negaram participação no crime.
O caso aconteceu em outubro, no bairro do Pixete. O corpo da criança foi encontrado por um tio dela com a ajuda dos bombeiros e de vizinhos, um dia após a menina desaparecer. Um preservativo foi encontrado ao lado do corpo da criança, mas a investigação descartou que Esther Izabelly tenha sido vítima de estupro pois os exames não identificaram lesões genitais no corpo.
O laudo da morte consta como traumatismo craniano. Para o portal g1, a delegada responsável pelo caso, Juliana Bernart, disse que a lesão na cabeça que Esther sofreu não costuma deixar muitos vestígios de sangue. Por conta disso, não há como comprovar que Fabiano Rodrigues de Lima, irmão de Fernando, que foi preso por realizar uma limpeza no local do crime, sabia que a menina tinha sido morta no quarto do irmão.
Ainda segundo os delegados, Uilma Ferreira dos Santos negou ter lavado a casa da dupla, mesmo com testemunhas e provas periciais de que a residência tinha sido limpa. Apesar de ter participado da ocultação do cadáver, Juliana Bernart contou que a mulher tinha um relacionamento conturbado com Fernando. Vizinhos contaram à polícia que ele era usuário de drogas e tinha comportamento agressivo ao beber. Uilma morava com a dupla na casa onde aconteceu o crime, mas se mudou há cerca de dois meses por sofrer violência doméstica.
Após a conclusão da investigação, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que pode concordar com o entendimento da polícia e oferecer denúncia à Justiça ou solicitar diligências adicionais. Fernando Santos de Brito e Fabiano Rodrigues de Lima seguem no Presídio de Itaquitinga, enquanto Uilma Ferreira dos Santos está na Colônia Penal Feminina do Recife, na Iputinga, na Zona Oeste da capital.