Polícia Civil conclui inquérito que investiga morte de advogada em naufrágio na praia de Suape
O inquérito inocenta o noivo da vítima que estava pilotando o barco, no entanto, aponta possível omissão de agentes públicos
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito que investigava a morte da advogada Maria Eduarda Carvalho de Medeiros e sua cadela de estimação em um naufrágio de veleiro na praia de Suape, na Região Metropolitana do Recife. De acordo com o efetivo, o procedimento foi concluído e enviado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) no dia 14 de novembro de 2025.
Segundo informações apuradas pelo portal g1, no relatório da investigação são apontadas "falhas graves" e "possível omissão" por parte do Corpo de Bombeiros e da Marinha. O delegado Ney Luiz Rodrigues, solicitou a abertura de processos disciplinares para apurar a conduta dos agentes envolvidos, pois as equipes de resgate aéreo foram acionadas cinco horas após os órgãos receberem os primeiros chamados para socorrer as vítimas.
Além disso, a polícia classificou o naufrágio como um "acidente marítimo involuntário", sem qualquer "indício de culpa" do médico Serafico Pereira Cabral Júnior, noivo da vítima que pilotava o barco na ocasião, e pediu o arquivamento do caso. Agora, o inquérito foi encaminhado à Justiça, que irá decidir quanto ao arquivamento ou se novas novas investigações e provas precisam ser apresentadas.
O caso aconteceu em junho deste ano, enquanto o casal estava em um veleiro na praia de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Após a embarcação afundar, o médico nadou por cerca de três horas com Maria Eduarda, enquanto segurava a cadela de estimação, mas acabou perdendo elas de vista depois que os três foram atingidos por uma onda forte.