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Prefeitura do Recife lança canal para denúncias de bebidas adulteradas com metanol


Por: REDAÇÃO Portal

O novo canal está disponível no aplicativo Conecta Recife

03/10/2025
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O novo canal está disponível no aplicativo Conecta Recife

Foto: Divulgação/Prefeitura do Recife

Em meio aos casos suspeitos de intoxicação por metanol associada ao consumo de bebidas alcoólicas em Pernambuco, a Prefeitura do Recife lançou um novo canal no aplicativo Conecta Recife para receber denúncias sobre a venda de produtos adulterados. A funcionalidade está em destaque na tela inicial do Conecta Recife com a palavra "DENÚNCIA", permitindo que qualquer pessoa informe irregularidades de forma simples e rápida.

A iniciativa também orienta a população sobre sinais de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica usada ilegalmente na produção de bebidas, e indica quando procurar um serviço de pronto-atendimento. Segundo a gestão municipal, a criação do canal faz parte da estratégia de ampliação dos serviços digitais que protegem a saúde da população e fortalecem a segurança sanitária na cidade.  Pelo canal de denúncia disponibilizado pelo aplicativo, os recifenses têm acesso ao contato da Ouvidoria do SUS Recife, facilitando o encaminhamento das notificações para investigação.

No fim da tarde desta quinta-feira (2), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o Brasil contabiliza, entre casos suspeitos e confirmados, 59 registros, nos estados de São Paulo e Pernambuco e no Distrito Federal. Dos 59 casos, 12 já foram confirmados em laboratório. Em Pernambuco, cinco casos estão em investigação, entre eles, três óbitos. Eles foram registrados nas cidades de Lajedo e João Alfredo, no Agreste, e em Olinda, no Grande Recife.

Orientações

Em meio aos casos investigados de intoxicação por metanol associado ao consumo de bebida alcoólica adulterada em Pernambuco, a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) divulgou  uma nota técnica orientando serviços de saúde, vigilâncias sanitárias municipais e a população sobre os riscos da intoxicação. A nota foi elaborada em conjunto com a Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SEVSAP) e a Secretaria Executiva de Atenção à Saúde (SEAS).

Segundo a Apevisa, cabe aos hospitais relatar o quadro clínico, notificar a ocorrência e registrar as informações coletadas na anamnese, que é a entrevista feita pelo profissional de saúde com o paciente. A investigação, contudo, é de responsabilidade das vigilâncias em saúde do Estado. Em situações de óbito, os corpos são encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde são realizados exames complementares para a conclusão diagnóstica.

Assim que recebeu as notificações, a Apevisa iniciou a preparação de ações de fiscalização em distribuidoras e pontos de venda de bebidas alcoólicas. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) também orienta as vigilâncias sanitárias municipais a intensificar as vistorias para evitar possíveis fraudes.

A nota técnica reforça que os serviços de saúde notifiquem imediatamente todos os casos suspeitos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs/PE). Também orienta a busca ativa de pessoas que possam ter consumido bebidas da mesma origem, além da capacitação das equipes médicas para o manejo clínico adequado.

No âmbito da vigilância sanitária, a orientação é intensificar as fiscalizações em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, coletar amostras suspeitas para análise laboratorial, interditar preventivamente lotes e articular ações conjuntas com Procon, Ministério Público e forças de segurança pública.

Sintomas

Os sintomas iniciais de intoxicação por metanol podem se confundir com os da ingestão de álcool comum, como náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura e sonolência. Entre 6 e 24 horas após o consumo, porém, podem surgir sinais graves, como visão turva, fotofobia, cegueira, convulsões, coma e acidose metabólica.

Recomendações à população

A Apevisa recomenda atenção redobrada da população na compra de bebidas alcoólicas, observando indícios de adulteração, como ausência de registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), rótulo incompleto, lacres ou tampas danificados, erros ortográficos ou alterações em logotipos. Também reforça a importância de comprar apenas em locais confiáveis e desconfiar de preços muito abaixo do mercado.

Saiba como denunciar

Pernambuco conta com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Pernambuco (CIATox-PE), que funciona 24 horas para orientar consumidores e profissionais de saúde, pelo número 0800 722 6001. Denúncias também podem ser feitas à Ouvidoria da SES-PE (136 / ouvidoria@saude.pe.gov.br), ao Procon-PE (0800 282 1512 / (81) 3181-7000 / denuncia@procon.pe.gov.br) e à Delegacia de Crimes contra o Consumidor – Decon ((81) 3184-3835 / dp.consumidor@policiacivil.pe.gov.br).