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Prefeitura inaugura megamural no Recife em homenagem ao legado de Naná Vasconcelos


Por: REDAÇÃO Portal

Obra foi produzida no mesmo local onde o artista abriu oficialmente o Carnaval durante 15 anos

04/11/2025
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Obra foi produzida no mesmo local onde o artista abriu oficialmente o Carnaval durante 15 anos

Foto: Edson Holanda/PCR

O Recife acaba de ganhar um novo megamural, uma obra que celebra a integração entre arte, memória e identidade cultural. Intitulada “Nanã de Naná”, a pintura é assinada pelo artista Manoel Quitério e conquistou a 13ª colocação no edital de Megamurais, com o tema “Recife Cidade da Música”, promovido pela Prefeitura do Recife, por meio do Gabinete de Inovação Urbana (GIURB).

O mural foi instalado na fachada lateral do Edifício Aliança, localizado na Avenida Rio Branco, esquina com a Rua da Guia, a poucos metros do Marco Zero — o mesmo local onde, durante 15 anos, o percussionista Naná Vasconcelos abriu oficialmente o Carnaval do Recife, reunindo 13 maracatus e mais de 600 batuqueiros. É o primeiro megamural a ser executado dentro do conjunto tombado do centro histórico da capital pernambucana.

A escolha do local é carregada de simbolismo: além de homenagear Naná, artista recifense falecido em 2016, a obra ressalta a importância histórica e cultural do bairro, valorizando a memória e a essência criativa de um território profundamente ligado à tradição.

Com cerca de 256 metros quadrados, o megamural apresenta uma interpretação visual da força ancestral do músico, evocando a espiritualidade das matrizes afro-brasileiras e a energia rítmica que marcou sua trajetória. A criação transforma o edifício em uma grande tela urbana, eternizando a presença e o legado de Naná Vasconcelos na paisagem recifense.

A iniciativa foi realizada em parceria com o Recentro, programa da Prefeitura do Recife voltado à revitalização e dinamização da área central da cidade, e teve sua estreia durante a CASACOR Pernambuco. A presença do mural no evento reforça o papel da arte urbana como ferramenta de valorização do território e de aproximação com o público, unindo arte, arquitetura e memória em um mesmo espaço.