Presidente da Hemobrás afirma que não vê sentido na PEC que libera a venda de plasma sanguíneo
A declaração foi dada após uma vistoria do Ministério Público no complexo industrial da empresa federal, em Goiana, na Zona da Mata Norte
Foto: Reprodução/G1
O presidente da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), Antônio Edison Lucena, disse que não vê "sentido" na discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que libera a venda de plasma sanguíneo. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no início de outubro.
"Somos contra pagamento de doador [de sangue], somos contra remuneração de hemocentros. Somos contra o que é hoje diferente da lei. A lei já prevê que o plasma excedente seja fracionado pela indústria nacional. E a indústria nacional é a Hemobrás", declarou Antônio Edison Lucena.
A declaração foi dada após uma vistoria do Ministério Público no complexo industrial da empresa federal, em Goiana, na Zona da Mata Norte. Para Lucena, a venda de sangue traz riscos à saúde de pacientes que dependem de doações. Após aprovação na CCJ, o texto segue para o plenário do Senado e, caso seja aprovado, será encaminhado para votação na Câmara dos Deputados.
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