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PRF realiza a maior apreensão de madeira ilegal já registrada em rodovias federais


Por: REDAÇÃO Portal

Ao todo, volume confiscado alcança 2.043 m³

01/09/2025
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Ao todo, volume confiscado alcança 2.043 m³

Foto: Reprodução/GOV

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, no Sertão de Pernambuco, a maior apreensão de madeira ilegal já registrada no país. A ação, chamada “Rotas da Madeira”, ocorreu entre os dias 17 e 31 de agosto e resultou na retenção de 2.043 m³ de madeira transportados por 39 caminhões. Esse volume seria suficiente para a construção de mais de 700 telhados de casas populares, e nele, foram identificadas diversas irregularidades, como divergências nas espécies e volumes declarados, ausência de documentação ambiental e fiscal, além do transporte de espécies cuja comercialização é proibida. As irregularidades invalidaram as licenças apresentadas e configuraram crime ambiental, que prevê pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa. Foram lavrados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) para os responsáveis.

A operação contou com equipes da PRF de Pernambuco, Brasília, Piauí e Maranhão, e teve apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), da Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH), do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). A iniciativa antecede a COP30, Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, que será realizada em novembro, em Belém (PA). O comércio ilegal de madeira ameaça áreas nativas da Amazônia Legal, gera prejuízos ambientais significativos e desequilibra o mercado, já que o produto clandestino é vendido por valores bem inferiores aos praticados de forma regular.

Em 2024, a PRF apreendeu 36.547 m³ de madeira irregular no Brasil. Em 2025, o volume já chega a 19.173 m³, com tendência de aumento. Pernambuco, que faz fronteira com cinco estados, tem intensificado a fiscalização: foram 1.294 m³ apreendidos no ano passado e 2.982 m³ neste ano. O material confiscado é destinado a órgãos ambientais e doado a instituições sociais, científicas e educacionais. Essas ações integram o Plano AMAS (Amazônia: Segurança e Soberania), lançado em julho de 2023, que visa combater crimes ambientais e o desmatamento ilegal, por meio da integração entre forças de segurança, uso de imagens de satélite e rastreamento da origem de recursos como o ouro extraído de forma ilícita. O plano é financiado pelo Fundo Amazônia e busca modernizar a governança e fortalecer o aparato institucional na região.