Projeto planta 500 mil mudas para restaurar biodiversidade da Caatinga em Pernambuco
Iniciativa da CPRH e Fundação Araripe visa recuperar áreas degradadas, fortalecer a sociobioeconomia e combater mudanças climáticas
Foto: Tarciso Augusto/ Semas
A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) e a Fundação Araripe estão realizando o plantio de 500 mil mudas de espécies nativas da Caatinga para restaurar a biodiversidade do bioma e fortalecer a sociobioeconomia local. A ação faz parte do Programa Plantar Juntos, da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas-PE), e do Projeto Reflorestando Unidades de Conservação e suas Zonas de Amortecimento, selecionado pelo Edital Caatinga.
O projeto prevê a recuperação de 370 hectares de 11 unidades de conservação espalhadas pelo estado, como o Parque Nacional do Catimbau, a Floresta Nacional Negreiros e a APA Chapada do Araripe. Até agora, cerca de 45 mil mudas já foram plantadas em seis dessas áreas, a partir de produção realizada em sete viveiros. A iniciativa busca não apenas a preservação ambiental, mas também a melhoria da qualidade de vida da população sertaneja e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
Com aproximadamente 70% do território de Pernambuco coberto pela Caatinga, o bioma é fundamental para a segurança alimentar e hídrica de cerca de 200 mil famílias produtoras rurais. A recuperação das áreas degradadas promete impulsionar atividades como apicultura, pecuária extensiva e extrativismo, valorizando o manejo sustentável dos recursos naturais e gerando renda para comunidades locais.
Para potencializar os resultados, o projeto conta com uma rede de execução formada por organizações como a Assessoria e Gestão em Estudo da Natureza Desenvolvimento Humano e Agroecologia (AGENDHA); Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não-Governamentais Alternativas (CAATINGA); Serviço de Tecnologia Alternativa (SERTA) e Associação dos/as Agricultores/as Familiares da Serra dos Paus Dóias (AGRODÓIA), além do apoio de instituições como a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).