Recife recebe murais feitos com tintas de cinzas de incêndios florestais
O Festival Paredes Vivas – Cinzas da Floresta alerta sobre os impactos dos incêndios e homenageia brigadistas
Foto: Divulgação/Nayara Serrão
Recife é a sede da nova edição do “Festival Paredes Vivas – Cinzas da Floresta”, iniciativa cultural que transforma cinzas reais de incêndios florestais em tintas para criar murais urbanos que denunciam a destruição ambiental e homenageiam os brigadistas florestais. Em 2025, o festival reforça a presença da Amazônia urbana e periférica no debate ambiental com a proximidade da COP 30, que será realizada em Belém, capital do Pará, no mês de novembro.
Ações práticas serão realizadas na região central da capital pernambucana até 15 de outubro. De 10 a 14, a artista Amanda Dias, conhecida como Zona, pintará a parte lateral do Edifício Canadá, no bairro da Boa Vista. E até esta sexta-feira (10), os estudantes da Escola Cônego Rochael de Medeiros, em Santo Amaro, realizam a pintura de um mural colaborativo com a condução da artista Ianah Maia.
Os estudantes também participarão de uma oficina de arte e educação socioambiental, com exibição do curta “Cinzas da Floresta”, debate e pintura com tintas feitas de cinzas na próxima terça-feira (13). A atividade será realizada pela arte-educadora Micaela Almeida, das 8h às 12h.
Saiba mais sobre o festival
O festival Parede Viva é uma iniciativa sociocultural que acredita na arte urbana como uma poderosa ferramenta para abrir paredes que dividem pessoas e espaços. Para os organizadores, a arte é uma janela que permite a conexão e a reflexão com um mundo mais colorido, sustentável e justo, impactando o mundo e as pessoas positivamente.
Desde 2010, os artistas desenvolvem projetos sob encomenda para diferentes clientes e demandas, valorizando as diversidades culturais e com foco na qualidade da entrega dos serviços.