Rotina em Porto começa a voltar à normalidade após morte de menina de 6 baleada durante uma operação da polícia em Ipojuca
Segundo a SDS, o último sábado (30) transcorreu “dentro da normalidade, com funcionamento de comércio, restaurantes, padarias, hotéis, pousadas e serviços turísticos”
Foto: g1
Com o auxílio da Polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal, a localidade da praia de Porto de Galinhas tem, desde o último sábado (02), experimentado o retorno à normalidade anterior à morte de Heloysa Gabrielly, 6, que veio a falecer após ser baleada durante uma operação da polícia em Ipojuca, Região Metropolitana do Recife (RMR), na última quarta-feira (30).
Em conjunto, as Defesas Civis do Estado de Pernambuco e do Município do Ipojuca têm gerenciado a Operação Porto Seguro, com um quantitativo de mais de 300 profissionais de segurança pública, segundo informações da Secretaria de Defesa Social (SDS). Ainda de acordo com o órgão, o sábado transcorreu “dentro da normalidade, com funcionamento de comércio, restaurantes, padarias, hotéis, pousadas e serviços turísticos”, e com fluxo intenso de pessoas na vila, no centro de Porto e nas praias.
Enquanto a Polícia alega que houve troca de tiros, a versão dos moradores conta que, na verdade, os policiais chegaram em um carro, e, com as armas para fora do veículo, efetuaram disparos, que atingiram Heloysa Gabrielly no peito.
O Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (GAJOP) realiza, nesta segunda-feira (04), a partir das 10h, Ato Público, em frente ao Palácio do Campo das Princesas, solicitando ao governo as seguintes demandas:
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rapidez nas investigações;
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afastamento dos policiais envolvidos na ação e na morte de Heloysa;
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saída do BOPE das comunidade de Socó, Salinas e Pantanal;
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denúncia de que não houve troca de tiros;
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denúncia das ameaças constantes à família de Heloysa desde a sua morte.
Confira mais informações na reportagem de Assíria Florêncio, disponível no play acima.