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SDS afasta policiais suspeitos de estupro a mulher no Cabo de Santo Agostinho


Por: REDAÇÃO Portal

Durante entrevista coletiva, o secretário Alessandro Carvalho pediu "desculpas" a vítima e disse que o caso é investigado com prioridade

15/10/2025
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Durante entrevista coletiva, o secretário Alessandro Carvalho pediu

Foto: Iris Costa/g1

Após a denúncia de estupro por um policial militar a uma mulher de 48 anos no posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) na PE-60, no Cabo de Santo Agostinho, o secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Alessandro Carvalho, informou durante entrevista coletiva que afastou os três policiais militares que estavam de serviço na blitz quando o crime aconteceu, há cinco dias. 

"Ele já foi afastado, junto com a equipe que estava com ele na ocorrência. Nós estamos dando prioridade total na instrução e a perícia está trabalhando nisso com prioridade. Nós vamos agilizar as oitivas, o reconhecimento pessoal, e vamos trabalhar para que, comprovando o fato, ele seja encaminhado à Justiça o quanto antes para responder pelos atos", declarou o secretário.

Em contato com a reportagem da CBN Recife, a vítima relatou que o estupro aconteceu na noite da sexta-feira (10), quando ela dirigia em direção à Praia de Gaibu, no Litoral Sul de Pernambuco. Parada na blitz em frente ao posto do BPRv na PE-60, no Cabo de Santo Agostinho, a mulher foi informada por um dos agentes que o veículo estava com débitos. Ele pediu para que ela decesse do carro e o acompanhasse até o batalhão. 

“Lá, nós nos sentamos do lado de fora, onde havia mais dois policiais. Ele começou a me perguntar sobre minha profissão, onde eu morava, para onde eu estava indo. Eu respondi e então ele disse: ‘o carro vai ficar apreendido, está com multa’. Após pegar algumas informações minhas, ele tirou foto da minha CNH e do documento do carro, e virou para os colegas dizendo: ‘ela vai ali beber água’. Sendo que eu não havia pedido água nenhuma”, afirmou.

Ainda de acordo com a vítima, o policial a levou para o dormitório do posto. A violência durou cerca de 20 minutos. “Chegando lá, havia um quarto com dois beliches. Ele pediu para eu entrar e começaram os abusos. Logo tentou a penetração de diversas formas, mas eu resisti. Fechava as pernas e dizia: ‘moço, eu tenho pessoas ali no carro, eu tenho crianças’, e ele insistia. Não tendo sucesso, ele segurou minha cabeça e concluiu o ato na minha boca”, denunciou.

Nesta terça-feira (14), a vítima foi acompanhada da advogada Maria Júlia Leonel à Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) para fazer o reconhecimento do agente que praticou o crime. A delegacia fica localizada dentro do quartel do Comando Geral da Polícia Militar, no bairro do Derby, no centro do Recife. Durante depoimento na Delegacia da Mulher do Cabo, a vítima já havia dito que tinha reconhecido o suspeito por foto.

Mesmo assim, a polícia solicitou que ela fosse ao quartel para confirmar a identidade do PM. No quartel, apenas dois dos três PMs compareceram ao procedimento de reconhecimento. O terceiro suspeito estava de licença médica, o que fez com que a audiência fosse remarcada para esta sexta-feira (17).

Reportagem - Letícia Rodrigues e Lucas Arruda