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Economia

Sindicalização e estrutura produtiva mudam em Pernambuco ao longo de uma década


Por: REDAÇÃO Portal

Levantamento da PNAD Contínua mostra queda na participação sindical e predominância de pequenos empreendimentos no Estado

19/11/2025
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Levantamento da PNAD Contínua mostra queda na participação sindical e predominância de pequenos empreendimentos no Estado

Foto: Alexandre Sá/EPTV

O novo conjunto de dados da PNAD Contínua, divulgado pelo IBGE, revela mudanças estruturais importantes no mercado de trabalho pernambucano entre 2012 e 2024. O estudo aponta redução expressiva na taxa de associação sindical, tendência também observada no país, mas com intensidade relevante no Estado. Os dados divulgados permitem compreender transformações de longo prazo no comportamento ocupacional e no perfil das atividades produtivas. 

Segundo o levantamento, a proporção de trabalhadores de 14 anos ou mais associados a sindicatos caiu de 11,7% em 2012 para 6,8% em 2023, uma redução de 4,9 pontos percentuais. Embora acompanhe o movimento nacional, a queda em Pernambuco se destaca pela dimensão e reforça o enfraquecimento da representação sindical ao longo dos últimos anos. O estudo mostra ainda que essa tendência ocorre simultaneamente ao crescimento da ocupação em empreendimentos de pequeno porte. 

Os dados apontam que trabalhadores inseridos em empresas com até cinco empregados seguem sendo maioria no Estado. Em 2012, esse grupo representava 52,6% da força de trabalho ocupada, percentual que avançou para 55,4% em 2024. Já os empreendimentos de médio porte (6 a 50 pessoas) permanecem abaixo da média histórica desde 2019, enquanto as grandes empresas registram, em 2023 e 2024, participação acima da média na absorção de mão de obra. 

Outro indicador relevante é a redução de empreendimentos sem registro no CNPJ: de 35,3% em 2012 para 22% em 2024. A pesquisa também mostra queda na associação a cooperativas entre empregadores e trabalhadores por conta própria, que passou de 4,3% para 2,9% no mesmo intervalo. Os resultados reforçam mudanças no arranjo produtivo estadual e indicam menor participação dos trabalhadores em formas tradicionais de organização coletiva.