Juízes e desembargadores foram orientados a prorrogar medidas protetivas durante isolamento social.
Com objetivo de estender a proteção para mulheres vítimas de violência doméstica durante a pandemia, magistrados de Pernambuco que atuam nesses processos foram orientados a prorrogar as medidas protetivas de urgência já concedidas pelo Judiciário. A recomendação foi feita pela coordenadora da Mulher de Pernambuco, desembargadora Daisy Andrade. De acordo com o TJPE, a idéia é evitar a reiteração de práticas criminosas contra as mulheres e facilitar o acesso à Justiça durante o isolamento social.
O órgão disse que tem trabalhado para garantir o atendimento às mulheres que estão vulneráveis e precisam de proteção. Segundo o TJPE, do dia 16 a 31 de março foram concedidas 593 medidas protetivas de urgência. No mesmo período, foram recebidas 150 denúncias de casos de violência doméstica.