Trabalhadores são resgatados em condições degradantes em Porto de Galinhas
Fiscalização flagrou jornadas exaustivas, alojamentos insalubres e ausência de direitos trabalhistas em três empresas de Ipojuca
Foto: MPT/Divulgação
Quarenta e oito trabalhadores foram resgatados em condições degradantes em três empresas de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Eles enfrentavam jornadas exaustivas, viviam em alojamentos insalubres e, em alguns casos, chegavam a trabalhar até 25 dias seguidos sem folga. A operação foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco, com apoio da Polícia Federal (PF) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
As fiscalizações ocorreram entre os dias 14 e 18 de julho e identificaram irregularidades no Bar da Praia Muro Alto, na ASLA Construtora LTDA e na Litoral Sul Churrascaria LTDA. Entre os problemas estavam a falta de água potável, refeitórios e instalações sanitárias adequadas, além de contratos irregulares. Na construtora, os fiscais ainda encontraram falhas graves de segurança, como ausência de equipamentos de proteção e de capacitação para atividades em altura.
Segundo o MPT, as empresas reconheceram as irregularidades e assinaram Termos de Ajuste de Conduta (TACs). Elas se comprometeram a registrar os contratos na Carteira de Trabalho, pagar salários dentro do prazo legal, recolher o FGTS e indenizar os funcionários por danos morais individuais. As empresas ainda não se pronunciaram sobre o caso.