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Cultura

Triunfo recebe o 16º Festival de Cinema com programação no Sertão do Pajeú até o dia 20 de dezembro; confira


Por: REDAÇÃO Portal

Evento celebra a magia do audiovisual com oficinas e workshops

13/12/2025
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Evento celebra a magia do audiovisual com oficinas e workshops

Foto: Divulgação/GOV

A partir deste domingo (14) até o dia 20 de dezembro, acontece o 16º Festival de Cinema de Triunfo, iniciativa do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe). Com uma programação ampla, o evento vai além das exibições de filmes pernambucanos e nacionais, oferecendo ações formativas, oficinas, workshops, masterclasses e outras atividades que estimulam o diálogo entre diferentes públicos e reafirmam o cinema como instrumento de reflexão crítica e transformação social.

Com o tema “No Sertão, o cinema já nasceu encantado”, a edição de 2025 convida o público a mergulhar em narrativas que valorizam a força simbólica da imagem e da criação a partir de múltiplos territórios e vivências. Ao todo, são seis mostras: longa-metragem nacional; curta e média-metragem nacional; curta e média-metragem pernambucano; curta e média-metragem infantojuvenil; curta e média-metragem dos Sertões; e filme experimental, reunindo obras de ficção, documentário, animação e videoclipes produzidos entre 2023 e 2025.

Entre os destaques da programação estão filmes que dialogam com ancestralidade, território e imaginação. O longa “Originárias”, de Marcília Cavalcante Barros, abre a mostra nacional com uma narrativa potente sobre vozes indígenas e femininas historicamente silenciadas. Já “Timidez”, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa, aborda as sutilezas das relações humanas, enquanto “Gravidade”, de Leo Tabosa, produção pernambucana, encerra o festival com uma atmosfera de mistério e renovação.

As mostras de curtas e médias-metragens evidenciam a diversidade das narrativas sertanejas e brasileiras, passando por obras como “Pé de Chinelo”, da diretora petrolinense Cátia Cardoso, a videodança “Afluir”, de Gabi Holanda; do documentário “Ô Celina, Ô Celina – Biu Neguinho”, que retrata o mestre do samba de coco de Arcoverde, à ficção “Boiuna”, de Adriana de Faria, que combina mitologia amazônica e resistência feminina.

Outros títulos reforçam o caráter plural e sensível do festival, a exemplo de “Encruza”, filmado em Salgueiro, que aborda o sincretismo religioso no Sertão Central; “Noé da Ciranda”, de João Marcelo, que celebra a força da cultura popular pernambucana; e “Jamary”, de Begê Muniz, que leva para a tela a floresta amazônica e seus encantados.

Cada sessão foi pensada como um gesto poético, com títulos como “As encantarias movem os olhos do cinema”, “Cinemas que soam como águas”, “Cinemas para encadear outros mundos”, “Fabricando imaginações do futuro” e “Toda terra guardará nossas vozes”. Entre os dias 16 e 19 de dezembro, a programação formativa inclui o workshop “Territórios de afetos”, com Rafael Nascimento, voltado a narrativas negras e LGBTQIAP+ no Sertão; oficinas de elaboração de projetos e portfólios culturais nos quilombos Águas Claras e Santa Rosa, com Sandra Silva e Iyadirê Zidanes; a masterclass de Feane Monteiro sobre o novo cinema indígena; um roteiro cultural guiado pela museóloga Rosélia Adriana com estudantes da rede municipal; e a oficina do Coletivo #CineRuaPE, conduzida por Priscila Urpia e Bruna Tavares, dedicada à retomada dos cinemas de rua. Já a sessão Cinemas de Brincar, realizada na Praça do Avião nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, a partir das 19h, apresenta filmes voltados à infância e à imaginação, com produções de realizadoras, coletivos, escolas e comunidades indígenas e quilombolas.