Opinião | Eleição apócrifa
Durante o período do governo de exceção que o Brasil viveu entre os anos de 1964 a 1985, uma das formas encontradas para tolher a oposição foi criar regras eleitorais entre uma eleição e outra. Entre as mudanças, cidades consideradas “estratégicas” como as capitais, os eleitores foram tolhidos, no que diz respeito a escolher quem governaria sua cidade.
Entre os compromissos que foram honrados pelo então presidente José Sarney, estava à antecipação das eleições nas capitais estaduais. Portanto, o prefeito eleito teria um mandato curto, durando até o final de 1988. Depois de muita celeuma interna, o a época PMDB, escolheu o seu candidato, decisão que provocou a migração de alguns para o PSB, inclusive o candidato que foi eleito prefeito da cidade do Recife. Acontece que, a campanha eleitoral ficou marcada muito mais pelo baixo nível do que pelas propostas. Basta lembrar, que panfletos apócrifos, serviram de balizamento para o resultado do pleito.
Infelizmente, depois de tanto anos de espera do eleitor para escolher seu governante municipal, a oportunidade chegou, mas as propostas foram esquecidas, predominado os ataques no campo pessoal.
Hely Ferreira é cientista político.