Consórcio de jornais é luz no fim túnel em meio ao obscurantismo do governo Bolsonaro
Essa espécie de adágio vem se comprovando verdadeiro devido à importância que cada vez mais a informação, o dado objetivo, vem ganha relevância na vida das pessoas, de entidades e de governos de todas as esferas da hierarquia institucional
Foto: Divulgação
Informação é o novo petróleo. Essa espécie de adágio vem se comprovando verdadeiro devido à importância que cada vez mais a informação, o dado objetivo, vem ganha relevância na vida das pessoas, de entidades e de governos de todas as esferas da hierarquia institucional e do poder. Isso porque o mundo, hoje, é digital. E com a rápida e revolucionária digitalização da vida, a informação se mostra um componente indispensável. São os dados que oferecem objetivamente caminhos para se traçar estratégias, políticas públicas, evidências científicas e tomar decisões para conduzir a sociedade, sobretudo agora, em plena agora na pandemia do coronavírus. Porém, toda iniciativa, principalmente vinda do setor público, no sentido “obscurecer” divulgação de dados deve ser veementemente condenada.
A decisão do governo Jair Bolsonaro de modificar a metodologia de divulgação dos dados do coronavírus no Brasil, passando a publicizar apenas casos confirmados e mortes confirmados no dia e não mais o balanço total e a curva epidemiológica desde o início da pandemia - medida essa barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (9) - é perigosa, cria uma “falsa realidade” e condena a população a mortes completamente evitáveis, gerando sofrimento e dor a milhares de famílias brasileiras. Não divulgar a realidade dos dados, aliada à postura negacionista do presidente e seu grupo político, só reforça a veia autoritária e despótica do atual governo federal, que busca fundar um “Brasil paralelo”, ilusório, frutos dos devaneios da cabeça problemática do chefe da familícia Bolsonaro.
A medida do governo Bolsonaro põe em risco toda uma estratégia nacional de contenção do coronavírus no Brasil e demonstra a falta de compromisso em minimizar o avanço do vírus no País. Isso só corrobora a inação federal em apoiar a prestação de atendimento aos pacientes, criando dificuldades para estados e municípios na abertura de leitos e insumos para os profissionais de saúde. E também a ausência de um plano econômico para salvar setores produtivos que estão em situação de falência declarada em meio à crise sanitária. Não é negando os fatos e os dados que o Brasil de Bolsonaro vai vencer o vírus, mas com ações concretas à luz da ciência e apoiado em recomendações de autoridades em saúde pública.
Nesse ínterim, a iniciativa de grupos de Comunicação – notadamente O Globo, Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo, Extra, G1 e UOL – de criar um consórcio para realizar contagem paralela dos dados do coronavírus, coletando os números a partir de boletins epidemiológicos das secretarias estaduais de Saúde, é louvável e importante no Brasil atual presidido por Jair Bolsonaro. Num momento em que o presidente politiza toda ação governamental e acirra os ânimos institucionais em meio às mortes por Covid-19, colocando “nas cordas” todo um sistema de freios e contrapesos democráticos, informação mais próxima da realidade é tudo o que a sociedade merece para se precaver na maior pandemia dos últimos tempos.
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