José Maria Nóbrega: Liberdade sob ameaça
Foto: Reprodução/Internet
Mais de 80% dos jornalistas brasileiros são de esquerda. O mesmo número deve ser os de defensores da agenda da esquerda nos tribunais de justiça, vide o comportamento dos ministros do TSE e do STF. Qualquer ideia fora da caixa vermelha do progressismo daninho é considerada “desinformação” pelos jornalistas foice e martelo da grande imprensa e dos togados dos principais tribunais de um judiciário sovina e sem escrúpulos.
O que assistimos nas últimas semanas foi uma grave ameaça a já frágil democracia brasileira por parte dos membros dessas cortes supremas e assimilado como certo pelos mais de 80% de jornalistas sem compromisso com a liberdade da grande imprensa brasileira: o atentado contra a Jovem Pan e ao Brasil Paralelo, bem como a desmonetização de várias contas de jornalistas e brasileiros independentes, sem o devido processo legal, que foi o ápice da ditadura que vem se instalando no Brasil.
Um atentando cruel que não foi assimilado pela juíza Cármen Lúcia que, apesar de ter votado a favor do relator, o fez com muitas, mas muitas, ressalvas. Nunca tinha visto um voto daqueles. A juíza, visivelmente constrangida, teria votado por medo ou pressão?!
O pior foi ver alguns discentes de ciência política da UFPE, departamento do maior nível das ciências sociais do Nordeste, assinar uma carta contra a reeleição do Bolsonaro como se ele fosse uma real ameaça a democracia, e o total silêncio desses mesmos aspirantes a cientistas políticos quando o assunto são as atrocidades cometidas pelos tribunais de exceção desse país.
Esses estudantes precisam se atentar a uma das principais obras da teoria política contemporânea, Poliarquia de Robert Dahl. Nela, o ilustre cientista político norte-americano explica quais os principais requisitos para que a Poliarquia (conceito similar a democracia política e/ou liberal) se consolide sem riscos de retrocesso autoritário. Dahl define democracia como sendo um regime político que garante sufrágio universal somado ao direito de contestação. Neste, o eleitor precisa de liberdade de informação e, dentro desta, a alternativas de informação para evitar o monopólio da “verdade”.
Ou seja, com parte da imprensa amordaçada, com um tribunal de (in)justiça escritório de advocacia do PT, temos aí sim uma grave ameaça à democracia por atingir diretamente o componente liberal dela: a liberdade de informação.
A ameaça à democracia no Brasil não vem de Bolsonaro, mas dos tribunais e de ministros que pisam na liberdade em nome do que eles definiram como sendo “verdade”, a “verdade” da esquerda.
Por José Maria Nóbrega - Professor Associado da UFCG, Doutor em Ciência Política UFPE.
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