Sintepe solicita ao MPPE investigação contra Silas Malafaia por ataques à educação pública e aos professores; entenda
Declarações consideradas ofensivas e acusatórias teriam acontecido em evento na Arena Pernambuco
Foto: Reprodução Sintepe
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) pediu ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) a instauração de investigação contra o pastor e líder político de direita Silas Malafaia. A entidade alega que ele fez declarações consideradas ofensivas e acusatórias à educação pública e à categoria dos professores, ao classificá-los como “enganadores” durante o evento “The Send”, realizado em 31 de janeiro, na Arena Pernambuco.
Além da apuração das falas, o sindicato solicitou que o MPPE verifique se houve desvio de finalidade no uso do espaço público e se recursos públicos foram empregados na realização do encontro. Caso seja constatada alguma irregularidade, o Sintepe defende que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) seja acionado.
A entidade também informou que avalia a adoção de outras medidas diante do que classificou como ofensas direcionadas aos profissionais da educação por parte do líder ligado ao bolsonarismo.
Participaram da reunião com o promotor Salomão Ismail Filho, a presidente do Sintepe, Ivete Caetano, e representantes da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe). Segundo o sindicato, o promotor considerou os fatos apresentados como graves e afirmou que irá analisar quais providências poderão ser tomadas.
Para Ivete Caetano, a abertura do procedimento representa um avanço no enfrentamento a ataques contra a educação pública. Ela declarou que o evento pode ter utilizado um espaço público para desqualificar professores e incentivar hostilidade contra a categoria. Segundo a dirigente, o MPPE reconheceu a gravidade de declarações que teriam chamado educadores de “enganadores” e estimulado confrontos nas escolas.
A representação apresentada pelo sindicato se fundamenta não apenas em possíveis infrações penais, mas também em supostas violações à Constituição Federal, à dignidade da pessoa humana e à liberdade de cátedra. Para o Sintepe, as declarações teriam causado dano moral coletivo ao atingir de forma generalizada profissionais que exercem papel essencial no Estado democrático de direito.
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