CANDIDATURA FAKE NEWS
Mas o que dizer dos alagamentos em dias de chuva? É notório que o problema topográfico contribui para que eles ocorram, entretanto, há locais que parecem ser impossíveis de solução, embora o principal motivo seja a falta de vontade .
Foto: Divulgação
Quem aspira algum cargo é chamado de candidato. Mas foi na esfera pública onde o nome tornou-se corriqueiro. A origem da palavra é no sentido de alguém que veste uma indumentária branca, simbolizando pureza. Assim como fazia antigamente as noivas na festa do tálamo. Em tese, o candidato é alguém puro. Será?
O art. 14, V da Constituição que ainda vigora, afirma que uma das condições para a elegibilidade é a filiação partidária. Portanto, alguém que deseja ser candidato nas eleições seja municipal, estadual ou federal, tem que ser filiado a algum partido político. Não avançamos suficiente para termos candidaturas independentes, embora a mesma goze da simpatia de alguns ministros do STF. Muitos candidatos se filiam a um partido, não por convicções ideológicas. Na verdade, a maioria se quer conhecem o conteúdo programático do partido ao qual se encontra filiado.
Há candidaturas que não tem nenhum objetivo em ser vitoriosa nas urnas, mas barganhar cargos. Existem também as que são urdidas nas coxias das siglas partidárias, apenas para cumprir o que diz a legislação eleitoral. Estão a serviço de grupos maiores, onde o republicanismo passa ao longe, mas o fisiologismo se faz presente de maneira cristalina.
Criar partido político no Brasil tornou-se algo rentável, tanto quanto algumas igrejas, que procuram usurpar dos fieis bem intencionados o pouco que lhes restam. Recordo do saudoso Robinson Cavalcanti que em um dos seus artigos publicados pela revista Ultimato afirmou que se caso Lutero, Calvino e Knox resolvessem visitar o Brasil e frequentar uma dessas igrejas, certamente diriam o seguinte: “não foi isso que ensinamos”. Assim como as igrejas fake news, temos no Brasil uma enxurrada de candidaturas do mesmo estirpe, onde o principal objetivo é a negociata de cargos. Preocupações com questões sociais, não passa de mero objeto de discurso, muitas vezes amparados em pesquisas qualitativas. As promessas fazem parte da estratégia para ludibriar a mente do eleitor. Basta observarmos uma cidade como Recife, em que não precisa ser futurólogo para prever o conteúdo das propostas. Falarão em melhoramento da saúde, educação, segurança, habitação, mobilidade, etc... Mas o que dizer dos alagamentos em dias de chuva? É notório que o problema topográfico contribui para que eles ocorram, entretanto, há locais que parecem ser impossíveis de solução, embora o principal motivo seja a falta de vontade para sua extinção. Assim, todos que sonham em chegar ao Palácio Antônio Farias, antigo Palácio Capibaribe, prometem coisas inexequíveis.
Hely Ferreira é cientista político.
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