Coren-PE encontra cenário de abandono no único hospital público de Itamaracá, na RMR
O Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) deflagrou, nesta quarta-feira (13), a Operação À Deriva, que apurou denúncias sobre a situação do Hospital Municipal Alzira Figueiredo, localizado em Itamaracá, na RMR. Durante a ação, os fiscais identificaram inúmeros problemas estruturais, além do déficit de profissionais de enfermagem e medicamentos vencidos.
A unidade é o único hospital público do município e realiza, em média, seis mil atendimentos mensais de urgência, entre eles ocorrências mais simples e outras mais complexas, como partos e afogamentos. Apesar da importância, o local sofre com o descaso da gestão pública. A estrutura apresenta diversos problemas, como mofo e sujeira. De acordo com funcionários, a sala de raio X está sem funcionar há mais de 12 anos. Mesmo assim, os equipamentos, todos sucateados, permanecem no local.
Durante a inspeção, os fiscais identificaram ainda que o ambulatório da unidade estava sem funcionar. Além disso, após a triagem, os pacientes são medicados em cadeiras instaladas em um dos corredores da unidade. Na sala vermelha, local para onde são levados os pacientes de urgência, a equipe do Coren-PE identificou insumos usados nos procedimentos e medicamentos vencidos. Entre eles, atropina, um medicamento utilizado em casos de parada cardiorrespiratória.
"Encontramos um cenário de abandono, principalmente na estrutura física, uma situação precária. Além de salas inadequadas de atendimento, o que coloca em risco a vida dos profissionais e da população. Não identificamos o protocolo de atendimento; com isso, não é possível garantir que esteja sendo prestada uma assistência de qualidade à população", detalha a Dra. Ivana Andrade, Chefe do Departamento de Fiscalização do Coren-PE.
Na última fiscalização realizada pelo Coren-PE na unidade, em 2022, os fiscais identificaram um déficit de pelo menos 12 profissionais de enfermagem (2 enfermeiros e 10 técnicos). Na época, a direção da unidade, a gestão municipal e o Ministério Público de Pernambuco foram notificados, mas o cenário não mudou.
"Há dois anos, quando estivemos na unidade, fizemos um relatório que apontou ausência de Responsabilidade Técnica de enfermagem, ausência de protocolo tanto para transporte quanto para classificação de risco, assim como o déficit de pessoal. E percebemos que, nesse período, pouca coisa mudou", destaca a Dra. Ivana Andrade.
Ainda de acordo com a Chefe do Departamento de Fiscalização do Coren-PE, a Procuradoria Jurídica do Conselho será acionada e o relatório com os problemas será encaminhado novamente à Prefeitura de Itamaracá e ao MPPE.
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